Aqui poderá encontrar artigos relativos à saúde na infância, bem como conselhos e dicas, úteis para pais, cuidadores e toda a família.

Com o contributo dos nossos profissionais, procuraremos esclarecer as dúvidas que mais frequentemente surgem quando se tem crianças em casa.
Acompanhe-nos

 Cólicas do lactente


As cólicas do lactente são um processo benigno, caracterizado por choro inconsolável de forma paroxística, classicamente descrita por durar cerca de 3 horas por dia, mais de 3 dias por semana e mais de 3 semanas. O choro, entretanto, faz parte do desenvolvimento neurológico e comportamental do lactente e pode ter outras causas que não as cólicas, como por exemplo, fome, frio, calor, fraldas sujas, etc. Sendo assim, é importante fazer um checklist das causas do choro do bebé.
As cólicas afetam aproximadamente 10% a 40% dos lactentes em todo o mundo e atingem o pico por volta das 6 semanas de vida, desaparecendo desaparecem em torno dos 3 a 6 meses de
idade. A incidência é igual em ambos os sexos e não parece haver correlação com o tipo de alimentação (aleitamento materno ou artificial), idade gestacional ou status socioeconómico da família.
As causas das cólicas do lactente não são conhecidas, existindo algumas teorias, como imaturidade do sistema nervoso central, alteração da microbiota intestinal, intolerância à proteína do leite de vaca ou lactose, imaturidade ou inflamação gastrointestinal, anormalidade na secreção das hormonas gastrointestinais, tabagismo materno ou terapia de reposição de nicotina. Raramente, no entanto, as cólicas do lactente são ocasionadas por alergia à proteína do leite de vaca, pelo que não se deve trocar o leite do bebé sem recomendação médica e muito menos suspender o aleitamento materno. A mãe que está a amamentar deve manter uma dieta rica e diversificada. A obstipação caracterizada por fezes de consistência firme e associada a dor ao defecar não é considerada como parte das cólicas do lactente, mas uma entidade à parte que também pode determinar dor abdominal tipo cólica e cujo tratamento é diferente do tratamento da cólica do lactente. Deve ser abordado como tópico à parte.
Outros alimentos que a mãe consome, na esmagadora maioria das vezes, não estão envolvidos com a cólica do lactente, não se justificando a exclusão destes da dieta da mãe.
As crianças que não estão em aleitamento materno deverão receber uma fórmula própria para a sua faixa etária, de acordo com a recomendação do Pediatra. Deve-se evitar trocar de fórmula a cada semana.
O tratamento das cólicas começa, em primeiro lugar, por saber que este é um processo normal, de causas ainda desconhecidas e principalmente de carácter temporário e benigno, cessando espontaneamente entre o 3º e, no máximo, 6º mês de vida. Podem ser realizadas medidas sintomáticas e paliativas.
Alguns medicamentos parecem ajudar nas cólicas como por exemplo, os Lactobaccilus Reuteri,
chá de funcho, e, em alguns casos, dimeticona ou lactase. Enfatizo sempre que o mais importante é ter calma e tranquilidade.
Para ajudar a controlar o desconforto das cólicas deve-se:
- promover um ambiente tranquilo, confortável e seguro, através de música suave, luz amena, temperatura agradável, redução da ansiedade dos cuidadores, voz calma que transmita ternura e amor;
- reduzir os estímulos para o bebé, evitando locais com muitas pessoas ou muito barulho;
- enrolar o bebé numa manta ou cobertor;
- flexionar as coxas do bebé sobre o abdomen;
- dar banhos de água morna e aplicar compressas mornas na barriga;
- fazer massagens com movimentos circulares suaves no abdomen;
- tentar estabelecer uma rotina para banho, sono, passeio e outras atividades.

Se, entretanto, nada determinar melhoria, se há grande preocupação e ansiedade, o melhor é
marcar uma visita com o seu Pediatra.

Cristina M. Hercules

Pediatra 

Quando os écrans tomam conta
dos nossos filhos

Efetivamente tudo mudou. Muito mudou relativamente ao conceito do Brincar. Deixámosde brincar privilegiando o manuseamento de gadgets, o que consiste, em minha opinião, numadas grandes mudanças do século XXI, mudanças que podem trazer sequelas para o
desenvolvimento infantil. Perderam-se muitas formas de brincar e muitas outras de socializar. Brincar desenvolve competências de sobrevivência, torna o cérebro mais adaptável, maisajustável e permeável à mudança. O “brincar ao faz de conta”, promove competências,
aumenta a capacidade de gerir a frustração, faz com que as crianças finjam que sentem“coisas”, e sejam capazes de se colocar à prova criando cenários onde atingem efetivamenteoutro nível de desempenho. Quando brincava aos polícias e ladrões, às professoras e até aos
médicos, a criança estava a explorar realidades novas, novos ambientes, estava em movimentoe em interação com outras crianças.
Brincar é a base da interação social, é o primeiro passo para o desenvolvimento dascompetências sociais, promovendo a empatia, o altruísmo, a criatividade e a inovação. Arriscoa dizer que estas competências não estão a ser treinadas pelos écrans, onde a grande maioria
das crianças passa as suas horas de lazer, perdendo cada vez mais a mobilidade e a interaçãosocial. Serão certamente formas diferentes de socializar, a questão que coloco relaciona-secom as consequências, de tudo isto. Não as conhecemos, não sabemos quais serão as
consequências da mudança tecnológica. O pouco que se sabe …assusta-me. Existem cada vez mais jovens adultos dependentes de écrans, de jogos online, adictos do telemóvel, do tablet e que se fecham em casa não conseguindo enfrentar “o mundo lá fora”…jovens em autorreclusão, chamados por alguns Hikikimoro ( palavra japonesa que significa “ficar de lado”) (…). As estatísticas indicam que são os jovens, em especial do sexo masculino, entre os 14 e os 25 anos que tendem a este tipo de isolamento e reclusão. São casos reais que se encontram
em todos os países e Portugal não escapa à regra. Cada vez mais casos destes chegam aos
nossos consultórios, consistem numa realidade da consulta de psicologia em Portugal. Jovens que ficam em casa, com quadros psicológicos que fazem lembrar uma situação depressiva, onde o isolamento, a falta de sonhos, de projetos e de vontades impera. Onde o único sentido
das suas vidas é o JOGO, abandonam a escola, a interação social e a interação familiar.
(…) Desde há sensivelmente 15 anos que temos vindo a assistir a um crescimento do número de casos em Portugal. Precisamos de medidas de prevenção e de sensibilização orientada parapais, professores e para todos aqueles que interagem com crianças e jovens…não será
demasiado afirmar que a grande droga do século XXI pode vir a ser a adição em jogos online, aprimeira e única adição sem substância.
“Há provas científicas de que o estímulo para jogar pode ser tão forte como a nicotina e outras



“Há provas científicas de que o estímulo para jogar pode ser tão forte como a nicotina e outras drogas” (Pedro Hubert)

Como evitar?
Numa fase inicial, e se aqui considerarmos a infância e a puberdade, o que proponho é aestimulação da socialização: brincar com amigos, atividades de lazer, desporto coletivo, reduzir a competição pelas notas no ensino secundário, redução dos trabalhos de casa em prol de
tarefas a desenvolver ao ar livre. Introdução de outras atividades de tempos livres e, acima de tudo, o uso e abuso de regras de utilização dos aparelhos com écran (….) Não deixe que a tecnologia tome conta de si. In “Envelhecimento Bem-Sucedido e as Perspetivas Evolutivas”, Maria João Ferro, Edições
Mahatma, março/2019.


Dra Maria João

Psicologa

Quando a tosse deve preocupar?

As doenças respiratórias são comuns na infância, sendo responsáveis por um percentual significativo das consultas médicas, sobretudo de crianças pequenas.

A tosse é um sintoma comum a inúmeras doenças das vias aéreas e é considerada um mecanismo normal para promover a mobilização de secreções que são produzidas em maiores quantidades em situações infecciosas. No entanto, pode ser um sintoma angustiante para os pais por estar fora de proporção à necessidade de obter este efeito e um tormento para toda a família por fragmentar o sono.

A tosse é considerada aguda quando dura até 3 semanas, aguda prolongada entre 3 a 8 semanas ou crónica se persistir por mais de 8 semanas.

Pais de crianças com tosse crónica têm baixa qualidade de vida e muitas vezes procuram a opinião de mais de um médico. O controlo adequado da tosse prolongada em crianças depende de se chegar a um diagnóstico preciso que permita tratamento direcionado, o que pode ser um desafio, já que o sintoma está associado a inúmeras doenças, que podem, inclusive, se sobrepor.

A dificuldade na abordagem da tosse é a baixa confiabilidade da frequência e gravidade relatada. A tosse normal pode ser mal interpretada como patológica por pais ansiosos, ou, pior, a tosse causada por um processo com potencial de causar dano pulmonar pode ser interpretada como pouco relevante.

Quando comparações foram feitas entre os diários preenchidos pelos pais e as gravações da tosse apresentada pela criança à noite, não foram encontradas associações entre o que foi relatado e o que foi gravado.

Mas como assim, tosse normal?

Um estudo, que utilizou um dispositivo de deteção continuada, demonstrou que o número médio de episódios de tosse para crianças ‘normais’ (sem doenças respiratórias agudas ou crónicas) foi de 11,3 por 24 horas, e variou de 1 a 34. Então, as crianças ‘normais’ podem sim ter alguns episódios de tosse ao longo do dia.

E na criança saudável qual é a duração normal da tosse após as tão frequentes constipações?

É importante ter uma compreensão sobre quanto tempo a tosse pode durar numa criança saudável que sofre de uma infeção do trato respiratório para se evitar investigações desnecessárias. Em geral, a resolução é mais rápida quando a infeção afeta apenas o trato respiratório superior.

Estudos prospetivos de tosse aguda infecciosa em crianças pequenas em geral sugerem que cerca de 50% recuperam em 10 dias e 90% em 3 semanas, portanto 10% das crianças ainda apresentam tosse na terceira a quarta semanas.

Apesar da maioria dos medicamentos utilizados para o controlo sintomático da tosse aguda apresentar um bom perfil de segurança, não há dados que apoiem a sua eficácia. Portanto, não há motivos para se preocuparem caso não seja verificada melhoria, apesar do uso destes produtos.

É necessário verificar se a criança com tosse prolongada apresenta ou não uma doença respiratória subjacente.

Quando deve, então, a tosse ser investigada através de meios complementares de diagnóstico?

⁃ Quando se manifesta desde o nascimento;

⁃ Quando não se inicia com uma virose respiratória;

⁃ Quando é acompanhada de perturbações do neurodesenvolvimento, problemas de deglutição, má progressão de peso, gotejamento nasal, sinais de alergia de pele ou do nariz, deformidades torácicas ou do palato ou de antecedentes de pieira ou uso frequente de antibióticos.

Tosse aguda recorrente com períodos livres de tosse, por alguns dias, entre os episódios é provavelmente devida a constipações e é uma situação frequente no período outono-inverno.

A radiografia do tórax geralmente não é necessária em crianças que aparentam estar bem e não têm características preocupantes na história e no exame físico.

Por isso, já sabe: a tosse é bastante comum na infância, apesar de incómoda, e, na grande maioria dos casos, não deve preocupar. Fiquem atentos aos sinais.



Dr. Cláudio D’Elia, Pediatra

Dr. Cláudio D’Elia

Pediatra

Mitos e verdades acerca das ‘aranhas’
(ou andarilhos)


Os pais procuram sempre o melhor para o seu bebé. Este é ponto assente! Neste sentido, verificamos, muitas vezes, que adquirem certos equipamentos com o intuito de acelerar/promover o desenvolvimento do bebé. Mas será que é mesmo assim?
Vamos desmistificar algumas ideias acerca deste tema.

1º Mito: Assim estarei a estimular o desenvolvimento do meu bebé.

A verdade é que, quando os colocamos rodeados por vários centímetros de plástico, limitamos o acesso a coisas que podem estimulá-los sensorialmente e estamos a impedir o acesso a novas experiências. Cada bebé é único e tem o seu próprio ritmo. Ao colocarmos um bebé numa aranha estaremos a saltar etapas e aquisições importantes e isso poderá trazer consequências a longo prazo.



2º Mito: Na aranha o meu bebé está seguro.

Na realidade, existe uma alta taxa de crianças que sofrem acidentes com aranhas: 40% dos bebés que as usam sofrem algum tipo de lesão. O facto de estarem à altura de certas prateleiras não é muito seguro, além de que existem ainda muitas colisões com objetos em casa, uma vez que a aranha, podendo deslocar-se com velocidade, pode virar-se ao contrário.
Segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) os andarilhos são, isoladamente, o artigo de puericultura que mais acidentes graves provoca, tendo em conta o curto período de tempo em que são utilizados. Em Portugal são estimados 650 casos por ano suficientemente graves para obrigar a criança a recorrer a um serviço de urgência hospitalar. No boletim de saúde do bebé pode ser vista a recomendação da não utilização destes artigos, segundo refere a SPP.



3º Mito: A aranha é ergonómica.

O que acontece é que a forma como a criança fica posicionada não é a melhor para uma criança que está em desenvolvimento. A bacia fica numa posição que não permite que os ossos das ancas se adaptem corretamente à mesma e que em nada se assemelha à posição de pé.
Também por esse motivo e pelo facto de as forças não serem bem distribuídas pelas ancas, poderemos criar tensões e zonas de pressão ao nível da coluna da criança, provocando desalinhamentos que no futuro trarão consequências negativas.



4º Mito: O uso de aranhas não afeta o desenvolvimento do meu bebé.

O que acontece é que o uso de aranhas afeta a perceção de profundidade e distâncias. Está provado que estas aquisições se relacionam com a experiência de movimento do bebé no seu ambiente pelos seus próprios meios, levando a uma maior maturação do cérebro. Este impedimento de se deslocar pelos seus próprios meios impede também que o bebé desenvolva outra competência: o gatinhar.
É durante este processo riquíssimo e de grandes aquisições, que é o gatinhar, que a criança passará pela única etapa da vida em que faz carga nos membros superiores, promovendo ainda a dissociação de cinturas que vai prepará-la para a marcha. Portanto, bebés que passam muito tempo no andarilho podem ter o seu desenvolvimento afetado se não houver tempo e espaço para a estimulação do seu meio envolvente.



5º Mito: Não preciso estimular o meu bebé a gatinhar.

Mesmo que o bebé consiga levantar-se, é muito importante estimulá-lo neste sentido, pois o gatinhar permitirá que o bebé desenvolva sistemas visuais e de equilíbrio, fortaleça a coluna e procure as suas próprias estratégias, integrando novos movimentos no seu mapa cerebral.
Quando o bebé gatinha, aprende a usar as pernas e os braços, reconhece as texturas com as mãos, descobre que pode movimentar-se para onde quiser e alcançar objetos de que gosta. Se colocarmos o bebé diretamente na aranha perderemos todos esses sentimentos de grande utilidade para a vida adulta. (Não obstante, não gatinhar não é sinónimo de atraso no desenvolvimento!)



6º Mito (o último e o maior de todos): O meu filho começará a andar mais cedo.

O que faz com que os bebés andem precocemente é a liberdade de movimento.
Poder gatinhar em direção a um objeto que lhes chama a atenção, fortalecer os músculos e ganhar maturidade para se levantar e andar. Quando se desloca no andarilho, o que acontece é que a criança utiliza músculos completamente diferentes dos que deveria usar para começar a aprender a andar naturalmente. Além disso, a falsa ideia de ‘caminhar’ dessa forma cria uma falta de equilíbrio e alteração da noção espaço-temporal na criança que limita o seu desenvolvimento normal.
Existem bastantes estudos nos quais se demonstrou que gatinhar faz com que os bebés comecem a andar mais cedo.

Como fisioterapeuta desaconselho o uso de aranhas. O principal alvo de exigência deve ser deixar os nossos bebés brincarem. Se o seu medo principal são os micróbios, desinfete a área e delimite-a para que tenha controle sobre o ambiente onde o seu bebé se poderá locomover em liberdade. Se eventualmente utilizar uma aranha, utilize-a com moderação e bom senso, tente que o bebé a utilize no máximo 30 minutos, e que a use como um brinquedo e não como forma de deambular. No entanto devo lembrar-lhe que não há melhor estimulo que o natural!

Vitorina Damásio, 

Fisioterapeuta

Sestas em idade pré-escolar

Padrões inadequados de sono caracterizados por curta duração, má qualidade e atraso na hora de dormir tornaram-se difundidos nas sociedades contemporâneas. É consensual que o sono saudável é vital para a manutenção do bem-estar de crianças e adultos.
Estudos realizados na população pediátrica evidenciam associações adversas entre indicadores de saúde e padrões inadequados de sono, como alterações nos sistemas imunológico, neuroendócrino e cardiovascular, regulação emocional, crescimento, cognição, desempenho académico e qualidade de vida.
Porém, como existem grandes diferenças individuais na necessidade de sono, torna-se complexo definir o que é ideal relativamente aos inúmeros padrões observados em crianças.
Na definição de sono saudável, foi sugerido que devemos considerar, além da duração, características como qualidade e rotinas, tendo-se em conta fatores individuais fisiológicos, psicossociais e neuropsicológicos, muitos dos quais refletem diferenças significativas. A duração e qualidade sono da criança são não só afetadas por fatores biológicos, mas também por fatores sociodemográficos (idade, género e raça), socioeconómicos, assim como pelo ambiente familiar. Alternativamente, o sono ideal poderia ser simplesmente definido através da avaliação subjetiva da sonolência, uma vez que isso se relaciona fortemente com o desempenho.
Talvez Ferrara e De Gennaro estivessem certos ao dizer que “a quantidade de sono que precisamos para sermos melhores é tão individual quanto a quantidade de comida que ingerimos”.
Enquanto a função do sono noturno tem atraído uma grande quantidade de escrutínio público e científico, só recentemente começou a surgir um maior interesse sobre o sono infantil e a função do sono diurno, já que a sesta contribui significativamente para o tempo total do sono nesta etapa da vida. Dormir durante o dia torna-se, naturalmente, menos comum após os 3-4 anos.
Na primeira infância, o sono diurno é, aparentemente, tão importante quanto o sono noturno.
O sesta é essencial para a aprendizagem, dado que as memórias formadas durante a aprendizagem são menos estáveis após um período longo de vigília. A sesta parece proporcionar um ambiente ideal para a consolidação de memórias, talvez porque proteja as memórias frágeis de estímulos interferentes ou possibilite a consolidação ativa e a generalização de informações. Atualmente, é defendido que as sestas constituem um recurso pedagógico.
Há também evidências que apontam que sem a sesta a resposta aos estímulos emocionais aumenta, podendo prejudicar a capacidade da criança de regular as emoções.
No entanto, se as crianças, após os 2 anos de idade, estão rotineiramente a receber pouco sono noturno, as sestas podem estar relacionadas com a redução do tempo ou da qualidade do sono neste período.
À medida que a criança cresce, o sono gradualmente vai-se tornando monofásico, ainda durante a primeira infância. No entanto, os processos regulatórios que impulsionam essas mudanças são desconhecidos. Pesquisas sugerem que crianças mais velhas exibem um menor grau de recrutamento neural durante a vigília. Assim, é possível que parem de dormir durante o dia quando a maturidade cerebral chega a um ponto em que menos recrutamento neural é necessário para o funcionamento ideal. É consensual que dormir durante o dia torna-se menos importante com a maturidade cerebral.
É importante ressaltar que, com base em dados publicados recentemente, não é evidente que além dos 2 anos de idade, ou após a criança parar de dormir durante o dia, as sestas não tenham efeitos cognitivos benéficos. Mais estudos sobre esta questão são necessários para poder identificar se e quando há um momento ideal para parar de dormir a sesta.
Com base no conhecimento atual, recomenda-se uma abordagem individualizada na promoção de práticas saudáveis de sono na população pediátrica, já que a perda crónica de sono pode ter consequências negativas no desenvolvimento cerebral nas crianças e está associada a outros conhecidos efeitos adversos na saúde.
Garantir que as crianças recebam quantidades suficientes de sono de boa qualidade em momentos apropriados, de acordo com suas necessidades individuais, deve ser uma prioridade de saúde.

Dr. Cláudio D’Elia

Pediatra

Osteopatia Pediátrica


A Osteopatia Pediátrica reúne um conjunto de técnicas suaves e totalmente indolores, com a finalidade de libertar as tensões existentes no crânio, coluna e bacia do bebé.

Ao nascer, os ossos do crânio ainda não estão unidos, permitindo um certo grau de maleabilidade. Isso realmente facilita o nascimento. Mas às vezes, muitas vezes, não é tão suave assim. O parto é muito longo (> 12h), rápido demais (<2h), o bebé fica preso com uma, ou mais, circular(es) do cordão no pescoço, ou há necessidade de recurso a forceps ou ventosas.

Durante este processo, os ossos do crânio podem sobrepor-se em alguns lugares. Isso criará desconforto para o bebé, haverá uma sensação semelhante ao uso de um chapéu extremamente apertado.

O papel do osteopata pediátrico é aliviar essas tensões, aplicando uma leve, precisa, controlada e direcionada pressão. Essa pressão é feita de forma tão subtil e suave que não há nenhum tipo de sensação dolorosa, muito longe disso.

Os problemas mais comuns que este tipo de tensões podem provocar são:

⁃ Assimetrias no crânio (p.ex. plagiocefalia)
⁃ Assimetrias em outras partes do corpo (curvatura da espinha, pé torto),
⁃ Distúrbios digestivos (refluxo, cólicas, obstipação)
⁃ Distúrbios do sono
⁃ Irritabilidade
⁃ Gritos e choro excessivo
⁃ Disfunção do foro da otorrinolaringologia (garganta, nariz e ouvidos): obstrução do canal lacrimal, congestão nasal, roncopatia.

Não adie a ajuda que a Osteopatia Pediátrica lhe poderá proporcionar. Marque uma consulta com um profissional especializado e experiente em pediatria.

Dr. Gonçalo Trafaria, FT D.O.
Osteopata Pediátric

Traumatismo craniano na criança. 

Traumatismo craniano na criança.

As quedas fazem parte do dia-a-dia da criança pequena, principalmente quando inicia o processo da marcha ou quando começa a rebolar, por volta dos 4-5 meses.
Desde sempre que a sua ânsia de descoberta, associada a uma inexistente noção do perigo e reduzido sentido protetor, facilita a ocorrência de quedas, sendo o trauma craniano o mais frequentemente observado, motivado pela própria autonomia da criança, em que o peso e volume da cabeça desloca a gravidade nesse sentido. É, contudo, preciso perceber que, felizmente na maioria dos casos, não existe a
gravidade de que sempre se suspeita e preocupa os pais e familiares. Nesse sentido procuraremos sistematizar os sinais de alarme em cada situação
de acordo com a idade, de forma a facilitar o modo de atuação em cada uma dessas situações.
Nos primeiros dois anos de vida em que, normalmente, o crânio da criança é menos resistente e na maioria dos casos não estão completamente encerradas as suturas cranianas (moleirinha) os sintomas e sinais devem ser mais valorizados.

Deve valorizar-se sempre qualquer queda em que se verifique:
1. Perda dos sentidos, desmaio, a que se associou ou não cianose (cor roxa);
2. Aparecimento de convulsão (tremores involuntários);
3. Vómitos incoercíveis, que se repetem no tempo (um só vómito pode não ter significado se acontecer na sequência do choro que resulta inevitavelmente da queda e principalmente se a criança comeu há pouco tempo);
4. Alteração do comportamento, nomeadamente irritabilidade mantida ou sonolência excessiva (não considerar aquela sonolência que surge após o choro, mas que é de curta duração (1/2 - 1 hora) acordando criança com um comportamento normal);
5. Quando a queda foi muito significativa pelo impacto obtido, sendo este um dado subjetivo ou pela distância (queda de escadas, mesa de comer, ou qualquer outra com mais de 1 metro), independentemente dos sintomas apresentados pelas crianças.

Em qualquer destas situações é prudente e fundamental que a criança seja observada por um médico, se possível a nível hospitalar, para avaliação do seu estado neurológico e para o caso de ser necessário a requisição de exames complementares de diagnóstico.
Em todas as outras situações convém vigiar a criança nos sinais de alarme referidos nas primeiras 24/48 horas após a queda.
Nas crianças maiores, e dado que o crânio já está encerrado, o impacto da queda torna-se menos grave. No entanto, qualquer queda a que se associe os sintomas anteriormente referidos para as crianças mais pequenas exige observação para exclusão de possível lesão do SNC ou pelo menos o contacto com o médico assistente ou a Saúde 24.

Aquando das quedas com trauma craniano é frequente o surgimento de hematomas, os chamados ‘galos’. Nesse caso é importante a desinfeção local caso haja escoriação e/ou a colocação de gelo por vários períodos de um a dois minutos para a redução do hematoma e do edema. Nessas situações é contra indicada a aplicação de pomadas heparinóides para as nódoas negras, pois isso levaria ao surgimento de sangue pisado a nível ocular ou da face, que escorreria do couro cabeludo.



Dr Victor Hugo Neves
Pediatra

A Consulta do Viajante


 Numa época em que as viagens se generalizaram e em que cada vez mais portugueses viajam, seja por motivo de férias, trabalho ou visita a familiares, é essencial a informação médica sobre a prevenção da doença.
A complexidade desta Consulta implica que seja efectuada por um médico de especialidade, pela necessidade de actualização permanente e dadas as características específicas de cada destino e tipo de viagem.
A Consulta do Viajante Pediátrica destina-se a crianças e adolescentes (até aos 18 anos de idade), o grupo mais susceptível às doenças de transmissão local.
Deve ser feita marcação, de preferência 4 a 8 semanas antes da data de partida, mas é sempre útil, mesmo que se realize na véspera.
O aconselhamento depende do destino e características particulares da viagem, assim como do perfil e estado de saúde da criança que viaja.
A prevenção passa pela revisão do estado de vacinação do viajante, informação sobre o risco de doenças transmitidas pela água e alimentos contaminados, doenças transmitidas por vetores como os mosquitos, e outras doenças endémicas/surtos.
De acordo com as necessidades individuais do viajante é recomendado e prescrito um estojo médico adequado.
Mas a consulta pretende ir para além da prevenção, já que, no caso de doença, o viajante deverá ser observado, no decurso ou após terminar a viagem.
Não se esqueçam que a prevenção é a forma mais importante de evitar doenças que poderão ser, em alguns casos, potencialmente graves ou fatais.
 
Pais, marquem no mapa mais uma viagem de sonho, com boas memórias e recordações!
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Dra. Estela Veiga - Pediatra

Dra. Estela Veiga - Pediatra

Pediatra da Clínica Pediátrica de Setúbal

Torcicolo muscular congénito (TMC)


⁃ O que é?
Trata-se de uma alteração postural da coluna cervical que resulta do encurtamento unilateral do músculo esternocleidomastoideo (ECM), embora outros músculos possam também estar envolvidos.
A postura comum de um bebé com um TMC é a de inclinação da cabeça para o lado da lesão levando a orelha ao ombro e o queixo rodado para o lado contralateral. É portanto uma criança que olha e dorme, preferencialmente, com a cabeça virada para um dos lados e este é um dos principais sinais e um dos primeiros a ser notado pelos pais.
As causas não estão definidas do ponto de vista científico, mas é atribuído principalmente aos seguintes fatores: parto traumático, posição fetal, uso de instrumentos no parto e nascimento pélvico.
Além das alterações posturais já referidas, poderá também haver a presença de um nódulo, que é palpável na zona do pescoço e normalmente doloroso para o bebé. É muitas vezes devido a esta protuberância que os pais procuram ajuda profissional, pois é um fator de grande preocupação. Contudo, não representa um perigo para a saúde do bebé se for tratado. Este poderá evoluir para uma fibrose e retração caso não haja tratamento, daí a importância de iniciá-lo o mais precocemente possível. É também frequente haver associado ao torcicolo uma zona da cabeça mais plana e uma assimetria da cabeça, à qual chamamos plagiocefalia.
Outra das situações comummente referidas pelos pais é a dificuldade na amamentação, sendo que o bebé ‘rejeita’ um dos peitos por dificuldade e dor na rotação da cabeça para esse lado.
Não havendo tratamento, a manutenção de estímulos errados poderá desencadear alguns problemas, nomeadamente, assimetrias na coluna vertebral (podendo mais tarde favorecer as escolioses), desequilíbrios musculares, atrasos de desenvolvimento do bebé, assimetria facial e ainda problemas de visão, entre outros.
⁃ Quando devemos iniciar a fisioterapia?
As recomendações cientificas são perentórias em afirmar que intervenções precoces resultam em melhores desfechos e menor tempo de recuperação, além de menor número de sessões de fisioterapia e prevenção de sequelas secundárias. Desta forma, idealmente, o tratamento deveria ser iniciado ainda antes do bebé completar 1 mês de idade.
Os objetivos de tratamento passam por normalizar a ação muscular, promovendo um bom equilíbrio articular e alcançar amplitudes de movimento ativas e passivas.
Assim, nas sessões, são realizadas técnicas de relaxamento muscular, massagem, alongamento, estimulação visual, auditiva e sensorial, exercícios que promovem o fortalecimento muscular, estimulação dos estadíos de maturação e desenvolvimento neurológico infantil, com base no desenvolvimento psicomotor normal das bebés.
São ainda feitas adaptações ambientais, como por exemplo, a posição do berço, disposição dos brinquedos, entre outras.
É vital para o tratamento a cooperação dos pais, sendo estes instruídos acerca das estratégias que devem ser utilizadas para alcançar mais rapidamente os objetivos pretendidos e de que forma as mesmas devem ser integradas em rotinas diárias.



Vitorina Damásio

Fisioterapeuta da Clínica Pediátrica de Setúbal

Entendendo a Bronquiolite


Se tem filhos pequenos é muito provável que já tenha ouvido falar desta doença.
•Mas o que é exatamente a bronquiolite?
É uma infeção respiratória quase sempre causada por vírus, os mesmos que causam as constipações. É relativamente comum a identificação de mais de um vírus respiratório.
O problema é mais frequente nos meses mais frios e todos os anos verificamos surtos com um número significativo de internamentos, apesar da grande maioria dos casos não apresentar gravidade, sendo o tratamento efetuado em casa.
Vários fatores relacionados com a resposta imune, a fisiologia e a anatomia das crianças pequenas colocam-nas vulneráveis e a doença manifesta-se nos dois primeiros anos de vida, sobretudo nos primeiros seis meses de vida.
•Quais são os sintomas?
Nos primeiros um a três dias a criança apresenta apenas os sintomas da inflamação das vias aéreas superiores: obstrução e corrimento nasal, tosse e, eventualmente, febre.
•Por que acontece?
Os bronquíolos são as ramificações terminais dos brônquios e medem de 0.3 a 0.5mm. Quando a inflamação alcança estas estruturas, as crianças fazem um esforço maior para respirar, de forma a compensar o aumento da resistência à passagem de ar até aos alvéolos, onde se dá a oxigenação do sangue. É nesta altura que observamos a respiração rápida e as retrações abaixo ou entre os arcos costais e, às vezes, no pescoço.
As alterações da oxigenação podem manifestar-se com agitação ou choro persistente.
•Quanto tempo dura?
A intensidade da dificuldade respiratória poderá aumentar até ao quinto dia. A bronquiolite tem, muitas vezes, um curso prolongado.
Como qualquer doença respiratória viral, a bronquiolite é autolimitada e o tempo verificado para a resolução total dos sintomas varia amplamente e depende da idade, da presença de condições como a prematuridade, da gravidade da doença e do tipo de vírus.
A tosse persiste por duas semanas em 50% dos casos e por três semanas em 10% dos casos. Portanto, a persistência da tosse após a primeira semana não é motivo para preocupações. Quase todas as crianças que não necessitam de internamento, recuperam-se em até 28 dias.
•Quando é que se fala em internamento?
Os médicos recomendam que a criança seja internada quando há dificuldades alimentares, letargia, sinais de desidratação, intensa dificuldade respiratória, apneia, baixos níveis de oxigénio no sangue ou incapacidade dos pais para vigiar a evolução da doença.
•O que fazer em casa?
Durante a fase aguda da doença a criança deverá permanecer em casa e protegida do contacto com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.
Na bronquiolite sem critérios de gravidade o tratamento é de suporte e envolve a hidratação adequada e o alívio da congestão nasal. É importante a monitorização da progressão da doença.
A técnica adequada de sucção das secreções deverá ser revista com o pediatra.
Frequentemente, pela dificuldade de diferenciar a bronquiolite do broncoespasmo viral, são prescritos broncodilatadores em aerossóis. O ensino da técnica inalatória deverá ser feito pelo médico ou enfermeiro.
Sempre, em caso de dúvida relativamente aos sintomas apresentados, deverão ser seguidas as orientações do médico.

Dr. Cláudio D’Elia

Pediatra e Especialista em Pneumologia Pediátrica

Como agir nos vómitos? 


Definição:
Vómito pode ser definido como a expulsão vigorosa do conteúdo do estômago (alimentos parcialmente digeridos e sucos digestivos). Trata-se de um sintoma associado a várias doenças, podendo traduzir uma simples indigestão, ou ser provocado de forma indireta por tosse. Porém pode, pelo contrário, ser um sintoma de uma doença mais complicada.

Atitudes perante a criança que vomita:
Antes de mais, não entre em pânico. É preciso perceber se, após o vómito, a criança fica bem disposta ou muito prostrada. Procure acalmar a criança, que também fica nervosa com a situação. Não force logo a ingestão de sólidos ou líquidos.
Após um período de meia hora, e se tudo estiver mais calmo, tente oferecer líquidos ligeiramente açucarados, frequentemente (de 5 em 5 minutos) e em pequenas quantidades (aproximadamente 5 ml).
Recomendamos, de preferência, o uso de soros de reidratação oral (por exemplo, Oral Suero®, Miltina Electrolit®) que existem com vários sabores e apresentam uma constituição equilibrada de sais minerais, água e açúcar, auxiliares na reidratação da criança. Se apesar destes cuidados, os vómitos se mantiverem, ou se surgirem outros sinais de alarme, contacte o seu médico.

Sinais de alarme associados aos vómitos:
- Sinais de desidratação: boca e lábios secos, olhos encovados, ausência de urina durante 8 horas, sonolência ou irritabilidade, muita sede;
- Vómitos persistentes acompanhados, ou não, de febre alta e dor de cabeça;
- Vómitos com sangue vivo ou acastanhado.


Nota: Não faça medicamentos para os vómitos sem indicação médica.

Bebé bolsador


Alguns pais têm a sensação de que tudo que o bebé ingere reflui para a boca e, consequentemente, para a roupa. No entanto, normalmente, não é isto o que acontece. O que aparenta ser uma refeição completa, resume-se apenas a uma ou duas colheres de sopa de leite misturado com a saliva e secreções, o que, provavelmente, não irá interferir com o estado nutricional da criança. Para ter uma noção do quanto o seu bebé bolsou, experimente entornar duas colheres de sopa de leite na bancada da cozinha.
O bolsar, cujo termo médico é ‘refluxo gastroesofágico’, é extremamente comum na infância e, apesar do aspecto e do odor, geralmente não constitui motivo de preocupação. Alguns médicos gostam de dizer que o bolsar é um problema do lavandaria e não de saúde. Já para a sabedoria popular, ‘bebé bolsado, bebé criado’.
A maioria dos bebés bolsa, pelo menos, ocasionalmente e alguns sempre a cada mamada. Nos bebés maiores, o bolsar ocorre quando o leite misturado com ar retorna com a eructação (arroto). Às vezes, os bebés bolsam porque comeram demasiado. A facilidade com que os bebés apresentam o refluxo tem a ver com a imaturidade, relacionada com a idade, dos mecanismos que contrariam o retorno do alimento que se encontra no estômago quando este contrai para impulsionar os alimentos para o intestino.
Pode-se minimizar o volume de leite que a criança bolsa com algumas medidas simples:
- manter o bebé sentado (ou quase sentado) durante as mamadas e algum tempo após;
- colocar a criança em posição erecta (‘em pé’), com apoio no ombro, de modo a permitir a libertação de ar do estômago através da eructação (no meio da mamada e logo após antes de deitá-la);
- evitar tetinas muito grandes e, se possível utilizar biberões angulados para evitar a presença de bolhas de ar nas tetinas;
- elevar a cabeceira do berço para que a ação da gravidade favoreça o esvaziamento do estômago;
- recorrer, quando possível, ao uso de leites espessados, designados como AR, pode, em certas situações, ser útil.

É importante que os pais compreendam que o ato de bolsar é natural na vida do bebé e que, pelo menos durante os primeiros seis meses, terão que conviver com este facto.
Algumas crianças continuam a bolsar após os seis meses, altura que coincide com a introdução dos alimentos sólidos e com a condição de uma postura corporal mais ereta. No entanto, é fundamental saber distinguir o bolsar natural do bolsar que pode estar associado a um problema de saúde. Não hesite em procurar o seu médico, caso o bebé apresente um bolsar associado a má progressão de peso, choro persistente, dificuldade para dormir, recusa de alimentos, engasgamentos consecutivos, pausas respiratórias, tosse ou pieira persistentes, ou vómitos de aspeto acastanhado ou esverdeado. Estes tipos de sintomas revelam problemas que devem ser resolvidos com auxílio do pediatra.
Se o ato de bolsar é natural, este não deve provocar sofrimento na criança, mas sim ser parte integrante desta fase de desenvolvimento.

Dr. Cláudio D’Elia

Pediatra e Especialista em Pneumologia Pediátrica

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